O teste de hidrantes é uma etapa fundamental para verificar se o sistema de combate a incêndio está funcionando corretamente. Ele permite avaliar pressão, vazão, estanqueidade, acionamento da bomba, condições das mangueiras, esguichos, válvulas e acessórios.
Antes de uma vistoria para AVCB, o teste ajuda a identificar falhas e corrigir problemas que poderiam gerar exigências.
Por que fazer teste de hidrantes?
O sistema de hidrantes pode parecer em boas condições visualmente, mas apresentar problemas ocultos, como baixa pressão, vazão insuficiente, bomba sem rendimento, válvula travada, mangueira danificada, vazamento na rede, ar na tubulação, perda de carga excessiva, recalque inacessível ou falha no painel da bomba. O teste técnico permite confirmar se a rede de hidrantes atende ao desempenho previsto em projeto.
O que é avaliado no teste?
Um teste de hidrantes pode avaliar: pressão estática, pressão dinâmica, vazão no ponto mais desfavorável, funcionamento da bomba principal, funcionamento da bomba jockey, abertura e fechamento das válvulas, estado das mangueiras, condição dos esguichos, estanqueidade da tubulação, presença de vazamentos, acessibilidade dos abrigos, sinalização, funcionamento do recalque e conformidade com o projeto aprovado.
Teste de pressão e vazão
A pressão e a vazão são os principais indicadores de desempenho. A IT 17 apresenta vazões mínimas por tipo de sistema, incluindo mangotinho tipo 1 e hidrantes tipos 2, 3, 4 e 5. O sistema tipo 5, por exemplo, é indicado com expedição dupla e vazão mínima de 650 LPM ao hidrante mais desfavorável. Essas medições devem ser feitas com instrumentos adequados e por equipe técnica capacitada.
O hidrante mais desfavorável é aquele que apresenta a menor pressão dinâmica no esguicho, considerando altura, distância, perda de carga e caminho hidráulico.
Teste hidrostático
O teste hidrostático verifica a estanqueidade da rede, ou seja, se há vazamentos ou falhas nas tubulações e conexões. A IT 17 estabelece que o sistema deve ser ensaiado sob pressão hidrostática equivalente a 1,5 vez a pressão máxima de trabalho, ou no mínimo 1.500 kPa, durante 2 horas, sem tolerância a vazamentos. A instrução também determina que instalação e ensaio sejam feitos por profissional legalmente habilitado, com ART de execução apresentada na vistoria final.
Relatório técnico de teste de hidrantes
Após os testes, é recomendável elaborar relatório técnico contendo: identificação da edificação, data do teste, responsável técnico, equipamentos utilizados, pontos testados, pressão estática, pressão dinâmica, vazão medida, condição das bombas, condição das mangueiras, não conformidades encontradas, recomendações de correção, registro fotográfico e ART, quando aplicável. Esse documento ajuda a comprovar as condições do sistema e orientar correções antes da vistoria.
Principais problemas encontrados nos testes
Os problemas mais comuns são: bomba girando invertida, registro fechado, válvula travada, manômetro danificado, vazamento em conexão, mangueira sem ensaio periódico, esguicho incorreto, hidrante obstruído, recalque sem identificação, tubulação corroída, pressão abaixo do necessário e vazão insuficiente. A correção deve ser feita antes da solicitação de vistoria, para evitar reprovação e retrabalho.
Conclusão
O teste de hidrantes é essencial para garantir que o sistema funcione em uma emergência e esteja em conformidade com as exigências do Corpo de Bombeiros. Ele verifica pressão, vazão, estanqueidade, bombas, válvulas, mangueiras e acessórios.
A Incen realiza testes, manutenção, adequação e relatórios técnicos de sistemas de hidrantes para empresas que precisam obter ou renovar o AVCB com segurança.
Perguntas frequentes
Quando fazer teste de hidrantes?
Antes da vistoria do Corpo de Bombeiros, após manutenções, alterações na rede e periodicamente como prevenção.
O teste precisa de ART?
A IT 17 prevê que instalação e ensaio sejam realizados por profissional legalmente habilitado, com ART de execução para vistoria final.
O que reprova um sistema de hidrantes?
Baixa pressão, vazão insuficiente, vazamentos, mangueiras irregulares, bomba sem funcionamento, hidrante obstruído e divergência com o projeto são falhas comuns.
