Projeto bombeiro: o que é, quem pode fazer e como aprovar no Corpo de Bombeiros MG
Projeto de Incêndio

Projeto bombeiro: o que é, quem pode fazer e como aprovar no Corpo de Bombeiros MG

Resposta direta: o projeto bombeiro, também chamado de projeto de incêndio, Projeto Técnico de Proteção Contra Incêndio ou Projeto de Segurança Contra Incêndio e Pânico, é o documento técnico que define as medidas de prevenção, combate a incêndio e abandono seguro de uma edificação. Ele indica quais equipamentos, sistemas e adequações são necessários para que o imóvel possa obter o AVCB — Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros ou outro licenciamento aplicável junto ao Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais.

Em Minas Gerais, esse processo normalmente é feito de forma digital pelo sistema Infoscip, onde são protocolados projetos, documentos técnicos, solicitações de análise, vistoria e acompanhamento do processo.

O projeto bombeiro é essencial para empresas, comércios, indústrias, galpões, condomínios, escolas, clínicas, igrejas, restaurantes, edifícios comerciais e demais edificações que precisam funcionar com segurança e regularidade.

Para que serve o projeto bombeiro?

O projeto bombeiro serve para demonstrar, de forma técnica, como a edificação será protegida contra incêndio e pânico.

Ele define as medidas necessárias para:

  • prevenir o início de incêndios;
  • permitir o abandono seguro dos ocupantes;
  • orientar as rotas de fuga;
  • indicar equipamentos de combate inicial;
  • dimensionar sistemas hidráulicos, quando exigidos;
  • prever sinalização e iluminação de emergência;
  • facilitar a atuação do Corpo de Bombeiros;
  • atender às exigências legais e normativas;
  • viabilizar a emissão ou renovação do AVCB.

Em outras palavras, o projeto bombeiro é a base técnica para regularizar uma edificação perante o Corpo de Bombeiros.

Projeto bombeiro é a mesma coisa que projeto de incêndio?

Sim. No dia a dia, muitas pessoas usam o termo projeto bombeiro para se referir ao projeto de combate a incêndio ou ao Projeto de Segurança Contra Incêndio e Pânico.

A expressão "projeto bombeiro" é popular, mas o termo técnico mais adequado pode variar conforme o tipo de processo, como:

  • Projeto Técnico;
  • Projeto Técnico Simplificado;
  • Projeto Técnico Declaratório;
  • Projeto de Segurança Contra Incêndio e Pânico;
  • Projeto de Prevenção e Combate a Incêndio.

Independentemente do nome usado, o objetivo é o mesmo: definir as medidas de segurança contra incêndio exigidas para a edificação. Os termos técnicos usados nesses processos estão reunidos no nosso glossário de segurança contra incêndio.

Quem precisa de projeto bombeiro?

A necessidade de projeto bombeiro depende do tipo de imóvel, área, altura, ocupação, risco e atividade exercida.

Geralmente, o projeto pode ser necessário para:

  • lojas comerciais;
  • empresas;
  • indústrias;
  • galpões;
  • centros logísticos;
  • condomínios residenciais;
  • condomínios comerciais;
  • edifícios corporativos;
  • escolas e faculdades;
  • clínicas e hospitais;
  • igrejas e templos religiosos;
  • restaurantes e bares;
  • hotéis e pousadas;
  • supermercados;
  • oficinas;
  • depósitos;
  • eventos;
  • áreas de reunião de público.

Nem toda edificação segue o mesmo procedimento. Algumas podem se enquadrar em processos simplificados, enquanto outras exigem Projeto Técnico completo e análise prévia do Corpo de Bombeiros.

Quem pode elaborar projeto bombeiro?

O projeto bombeiro deve ser elaborado e assinado por profissional legalmente habilitado, como engenheiro ou arquiteto, com registro regular no conselho profissional competente.

De forma geral, podem atuar nesse tipo de serviço:

  • engenheiro civil;
  • engenheiro mecânico;
  • engenheiro eletricista, conforme o sistema;
  • engenheiro de segurança do trabalho;
  • arquiteto e urbanista;
  • outros profissionais com atribuição técnica compatível, conforme o caso.

Além do projeto, o responsável técnico deve emitir a respectiva ART — Anotação de Responsabilidade Técnica ou RRT — Registro de Responsabilidade Técnica, conforme sua categoria profissional.

É importante verificar se o profissional possui atribuição para o tipo de serviço contratado, principalmente quando o projeto envolve sistemas específicos, como hidrantes, sprinklers, alarme e detecção, pressurização, SPDA, GLP ou sistemas especiais.

Quais são os tipos de projeto bombeiro em Minas Gerais?

Em Minas Gerais, o enquadramento do processo depende das características da edificação e das regras do Corpo de Bombeiros.

Entre os formatos mais conhecidos estão:

Projeto Técnico Simplificado — PTS

O Projeto Técnico Simplificado, conhecido como PTS, é utilizado em determinadas edificações que possuem menor complexidade em relação ao risco, área, altura e sistemas exigidos.

Em muitos casos, o PTS permite um processo mais direto, com apresentação das medidas de segurança aplicáveis e solicitação de vistoria, sem a mesma complexidade de um Projeto Técnico completo.

O PTS pode envolver medidas como:

  • extintores;
  • sinalização de emergência;
  • iluminação de emergência;
  • saídas de emergência;
  • documentação técnica;
  • ART ou RRT;
  • adequações básicas exigidas pela ocupação.

Mesmo sendo simplificado, o PTS exige análise correta. Um enquadramento errado pode gerar exigências, atrasos ou necessidade de refazer o processo.

Projeto Técnico — PT

O Projeto Técnico, também chamado de PT, é exigido para edificações maiores, mais complexas ou com maior risco de incêndio e pânico.

Ele normalmente envolve a apresentação de plantas, memoriais, cálculos e detalhamentos técnicos antes da vistoria.

O PT pode ser exigido em casos como:

  • edificações com maior área construída;
  • edificações mais altas;
  • indústrias;
  • galpões;
  • depósitos;
  • locais de reunião de público;
  • edificações com hidrantes;
  • edificações com sprinklers;
  • sistemas de alarme e detecção;
  • escadas pressurizadas;
  • casas de bombas;
  • ocupações de maior risco.

Nesse tipo de processo, o projeto geralmente precisa ser aprovado pelo Corpo de Bombeiros antes da execução final e da vistoria.

Projeto Técnico Declaratório — PTD

O Projeto Técnico Declaratório, conhecido como PTD, é outro procedimento utilizado em determinadas situações previstas nas regras do Corpo de Bombeiros. Veja em detalhes o que é o Projeto Técnico Declaratório.

Ele pode ser aplicado em edificações com características específicas, seguindo critérios definidos pelo CBMMG.

Como o enquadramento depende da legislação vigente, é fundamental que o responsável técnico analise corretamente a edificação antes de escolher o tipo de processo.

Diferença entre Projeto Técnico e Projeto Técnico Simplificado

A principal diferença entre o Projeto Técnico e o Projeto Técnico Simplificado está no nível de complexidade da edificação e do processo.

Critério Projeto Técnico Simplificado — PTS Projeto Técnico — PT
Indicação comum Edificações de menor complexidade Edificações maiores ou de maior risco
Documentação Mais simples Mais completa
Plantas técnicas Pode ser menos complexo Geralmente exige plantas detalhadas
Análise prévia Pode variar conforme enquadramento Normalmente exige análise de projeto
Vistoria Pode ser solicitada após adequações Normalmente após aprovação e execução
Exemplos Pequenos comércios e atividades de menor risco Indústrias, galpões, edifícios maiores e locais de maior risco

A escolha entre PT e PTS deve ser feita por profissional habilitado, após análise da edificação.

Quais equipamentos podem ser exigidos no projeto bombeiro?

Os equipamentos exigidos dependem da área, altura, ocupação, risco e atividade exercida no imóvel.

Entre os itens mais comuns estão:

Extintores de incêndio

Os extintores são equipamentos de combate inicial ao princípio de incêndio. Devem ser escolhidos conforme a classe de fogo, instalados em locais acessíveis, sinalizados e mantidos dentro da validade.

Sinalização de emergência

A sinalização orienta ocupantes e visitantes em caso de emergência. Ela indica rotas de fuga, saídas, extintores, hidrantes, alarmes, escadas, portas corta-fogo e demais equipamentos.

Iluminação de emergência

A iluminação de emergência permite o abandono seguro da edificação em caso de falta de energia, fumaça ou baixa visibilidade.

Saídas de emergência

As saídas de emergência incluem portas, corredores, escadas, rampas, corrimãos, guarda-corpos e demais elementos que permitem a evacuação segura dos ocupantes.

Sistema de hidrantes

O sistema de hidrantes pode ser exigido em edificações de maior porte ou risco. Ele é composto por tubulações, abrigos, mangueiras, esguichos, registros, bombas e reserva de água.

Sistema de alarme de incêndio

O sistema de alarme alerta os ocupantes em caso de emergência. Pode incluir central, acionadores manuais, sirenes, sinalizadores e detectores.

Sprinklers

Os sprinklers, ou chuveiros automáticos, são sistemas de combate automático ao incêndio. Eles podem ser exigidos em edificações específicas, conforme risco, ocupação e área.

Portas corta-fogo

As portas corta-fogo ajudam a compartimentar áreas e proteger rotas de fuga, impedindo ou retardando a passagem de fumaça e calor.

Casa de bombas

A casa de bombas abriga equipamentos responsáveis por pressurizar sistemas hidráulicos, como hidrantes e sprinklers.

Escadas pressurizadas

As escadas pressurizadas utilizam insuflamento de ar para dificultar a entrada de fumaça na rota de fuga.

SPDA e laudos complementares

Dependendo da edificação, podem ser exigidos laudos complementares, como laudo de SPDA, estanqueidade de GLP, segurança estrutural contra incêndio, brigada, controle de materiais de acabamento e outros documentos técnicos.

Como funciona a elaboração de um projeto bombeiro?

A elaboração do projeto bombeiro segue uma sequência técnica.

1. Levantamento da edificação

O responsável técnico realiza o levantamento das informações do imóvel, como:

  • área construída;
  • número de pavimentos;
  • altura;
  • ocupação;
  • atividade exercida;
  • quantidade de pessoas;
  • layout;
  • rotas de fuga;
  • sistemas existentes;
  • riscos específicos;
  • documentação anterior.

2. Enquadramento do processo

Com base nas características da edificação, é definido o tipo de processo mais adequado:

  • dispensa;
  • CLCB;
  • Projeto Técnico Simplificado;
  • Projeto Técnico;
  • Projeto Técnico Declaratório;
  • renovação de AVCB;
  • atualização ou modificação de projeto.

3. Definição das medidas de segurança

Depois do enquadramento, são definidas as medidas exigidas para a edificação.

Essas medidas podem incluir extintores, hidrantes, sprinklers, iluminação, sinalização, alarmes, rotas de fuga, escadas, portas corta-fogo, casa de bombas e demais sistemas aplicáveis.

4. Elaboração das plantas e documentos

O responsável técnico elabora as plantas, memoriais, cálculos, declarações e documentos necessários para o protocolo.

Quando aplicável, também são emitidas ARTs ou RRTs.

5. Protocolo no Infoscip

Em Minas Gerais, o processo é protocolado digitalmente no sistema Infoscip do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais.

Por esse sistema, é possível enviar documentos, acompanhar análise, responder exigências e solicitar vistoria, conforme o tipo de processo.

6. Análise do Corpo de Bombeiros

Quando o processo exige análise, o Corpo de Bombeiros verifica se o projeto atende às normas técnicas e às exigências aplicáveis.

Se houver pendências, o processo pode retornar com exigências para correção.

7. Execução das medidas

Após a aprovação ou definição das medidas, a edificação deve ser adequada conforme o projeto.

Isso pode envolver instalação de extintores, placas, iluminação, hidrantes, alarmes, sprinklers, casa de bombas e demais sistemas previstos. Em obras maiores, vale contar com consultoria e acompanhamento de execução.

8. Solicitação de vistoria

Quando aplicável, é solicitada a vistoria do Corpo de Bombeiros.

Na vistoria, são verificados os sistemas instalados, as rotas de fuga, os equipamentos, os documentos técnicos e a conformidade com o projeto.

9. Emissão do AVCB

Se a edificação estiver conforme, o Corpo de Bombeiros emite o AVCB, comprovando a regularidade da edificação quanto às medidas de segurança contra incêndio e pânico.

Como consultar projeto bombeiro no Infoscip?

Em Minas Gerais, os processos de segurança contra incêndio e pânico são acompanhados pelo Infoscip.

Por meio do sistema, é possível:

  • protocolar projeto;
  • consultar andamento;
  • verificar exigências;
  • anexar documentos;
  • solicitar vistoria;
  • acompanhar análise;
  • consultar regularidade;
  • verificar emissão de AVCB ou CLCB.

Para consultar corretamente, normalmente é necessário ter dados como número do processo, identificação da edificação, dados do proprietário ou responsável e informações cadastradas no sistema.

Projeto bombeiro é obrigatório para tirar AVCB?

Em muitos casos, sim. Para obter o AVCB, a edificação pode precisar de um Projeto Técnico ou Projeto Técnico Simplificado, conforme o enquadramento.

Porém, nem todos os imóveis seguem o mesmo procedimento. Algumas edificações podem se enquadrar em CLCB ou dispensa, dependendo do risco e das características do imóvel. Entenda a diferença entre AVCB e CLCB.

Por isso, antes de iniciar qualquer processo, é necessário fazer o enquadramento correto da edificação.

O que acontece se a edificação não tiver projeto aprovado?

A ausência de projeto aprovado ou de licenciamento adequado pode gerar problemas como:

  • dificuldade para obter AVCB;
  • atraso na abertura ou funcionamento da empresa;
  • notificações;
  • multas;
  • exigências do Corpo de Bombeiros;
  • problemas com alvará;
  • problemas com seguradora;
  • risco de interdição;
  • responsabilidade em caso de sinistro.

Além disso, instalações feitas sem projeto podem ficar fora das normas, exigindo retrabalho e novas adequações.

Quanto custa um projeto bombeiro?

O valor de um projeto bombeiro depende das características da edificação e da complexidade do processo.

Os principais fatores que influenciam o preço são:

  • área construída;
  • altura;
  • ocupação;
  • risco;
  • necessidade de PT ou PTS;
  • quantidade de pavimentos;
  • existência de hidrantes;
  • necessidade de sprinklers;
  • alarme e detecção;
  • casa de bombas;
  • laudos complementares;
  • necessidade de levantamento arquitetônico;
  • situação atual da edificação;
  • alterações de layout;
  • exigências do Corpo de Bombeiros.

Por isso, o orçamento deve ser feito após análise técnica do imóvel.

Principais erros em projeto bombeiro

Alguns erros podem atrasar a aprovação ou a emissão do AVCB.

Entre os mais comuns estão:

  • enquadramento incorreto do processo;
  • plantas desatualizadas;
  • divergência entre projeto e situação real;
  • falta de ART ou RRT;
  • medidas de segurança insuficientes;
  • sinalização mal posicionada;
  • rotas de fuga obstruídas;
  • hidrantes incompletos;
  • alarme sem funcionamento;
  • iluminação de emergência inadequada;
  • falta de laudos complementares;
  • instalação executada diferente do projeto;
  • documentação incompleta no Infoscip.

A melhor forma de evitar esses problemas é contratar uma empresa especializada desde o início.

A Incen faz projeto bombeiro em Minas Gerais?

A Incen Sistemas Contra Incêndio atua com elaboração, atualização, aprovação e execução de projetos de segurança contra incêndio em Minas Gerais.

A empresa oferece suporte em:

A Incen atende Betim, Belo Horizonte, Contagem, Nova Lima, Ibirité, Sarzedo, Juatuba, Mateus Leme, Brumadinho, Igarapé e demais cidades de Minas Gerais.

Conclusão

O projeto bombeiro é uma etapa fundamental para regularizar edificações junto ao Corpo de Bombeiros e obter o AVCB em Minas Gerais.

Ele define as medidas de segurança contra incêndio e pânico, orienta a instalação dos sistemas preventivos e ajuda a garantir que a edificação esteja preparada para uma emergência.

Antes de iniciar o processo, é essencial fazer o enquadramento correto, contratar profissional habilitado, elaborar a documentação técnica e protocolar tudo corretamente no Infoscip.

Precisa elaborar, atualizar ou aprovar um projeto bombeiro? Fale com a Incen Sistemas Contra Incêndio e solicite uma avaliação técnica da sua edificação.

Perguntas frequentes

O que é projeto bombeiro?

Projeto bombeiro é o termo popular para projeto de incêndio ou Projeto de Segurança Contra Incêndio e Pânico. Ele define as medidas necessárias para proteger a edificação contra incêndio e pânico.

Projeto bombeiro é obrigatório?

Pode ser obrigatório conforme área, altura, ocupação, risco e atividade da edificação. Em muitos casos, é necessário para emissão do AVCB.

Quem pode fazer projeto bombeiro?

Engenheiros e arquitetos habilitados, com registro regular e atribuição compatível, podem elaborar e assinar o projeto, emitindo ART ou RRT.

Qual a diferença entre Projeto Técnico e PTS?

O PTS é um processo mais simplificado para edificações de menor complexidade. O Projeto Técnico é mais completo e usado em edificações maiores, industriais ou de maior risco.

O projeto bombeiro é feito pelo Infoscip?

O projeto é elaborado pelo responsável técnico e protocolado digitalmente no Infoscip, sistema utilizado pelo CBMMG para processos de segurança contra incêndio e pânico.

O projeto bombeiro garante o AVCB?

O projeto é uma etapa essencial, mas o AVCB depende da execução correta das medidas, documentação, vistoria e aprovação do Corpo de Bombeiros, quando aplicável.

Quais equipamentos entram no projeto bombeiro?

Podem entrar extintores, sinalização, iluminação de emergência, hidrantes, sprinklers, alarmes, detectores, portas corta-fogo, casa de bombas e rotas de fuga.

Quanto tempo demora para aprovar um projeto bombeiro?

O prazo depende da complexidade da edificação, do tipo de processo, da análise do Corpo de Bombeiros, da existência de exigências e da velocidade de execução das adequações.

Quanto custa um projeto bombeiro?

O custo varia conforme área, altura, ocupação, risco, tipo de projeto, sistemas exigidos e necessidade de laudos ou adequações.

A Incen faz projeto bombeiro em Betim e Belo Horizonte?

Sim. A Incen atua com projeto bombeiro, AVCB, hidrantes, sprinklers, alarme, sinalização, iluminação, laudos e acompanhamento no Infoscip em Betim, Belo Horizonte e Minas Gerais.

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